Os Deuses Devem Estar Loucos – A partir de Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare

Tudo em festa! Precisamos de festa! Festas no lombo e nas ruas! Festas onde caibam todas e todos! Parece que só mesmo na dobra da realidade é que podemos existir livres, leves e luminosos. Mas também queremos sonhos coloridos e psicadélicos. Então precisamos de parasitas! Mas de bons parasitas! Parasitas psicadélicos, uma aliteração em P para POTENCIAR os sentidos! É trincar o GUMMY BEAR oito vezes e meia e siga viagem. Até já! Cuidado com as fadas, parecem fofas, mas…
Neste redimensionamento da mais famosa comédia do Shakespeare, convocamos a comunidade não a uma Atenas em pós-guerra, mas a uma Coimbra reinventada, uma Coimbra psicotrópica, que prepara o casamento de Teseu, duque conimbricense, com a líder amazona Hipólita. Mas o medo anda à solta e já não há paz sem recurso a fármacos. Vejam lá que até conseguimos estragar o mundo mágico da floresta que também está do avesso, com os monarcas Oberon e Titânia em disputa pela posse de um menino. Pelo meio há Arlequins e Polichinelos que (des)alinham tudo, durante a noite, e quatro jovens de Coimbra perdem-se na floresta e no amor, enquanto uma trupe de atores ensaia uma peça de teatro para apresentar ao duque e à sua noiva que não podia estar mais desinteressada no casamento. Esta aparente confusão entre o plano dos deuses e dos homens é propositada. O mundo é-nos apresentado em colapso! Então, precisamos de caleidoscópios no lugar de olhos para nos conseguirmos mexer aqui.
Neste exercício/espetáculo, a floresta mágica pode ser a Palestina, a Ucrânia ou o Darfur – qualquer lugar do qual nos queiramos distanciar. Lugares escondidos dos olhos dos Deuses ou será de propósito? Onde sabemos que está tudo enguiçado e onde a indiferença de quem manda ignora a dor alheia. Mas, ainda contra todas as adversidades, podemos sonhar e, no plano dos sonhos, ainda pode acontecer muita coisa que nos poderá dar força para que no plano real, o amor se possa assumir como um ato de resistência e de possibilidade de transformação.
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FICHA TÉCNICA
Uma criação e direção do Alexandre Oliveira, montagem e afinação de luz do Telmo Machado, grafismo do Tiago Cerveira, produção executiva do Luiz Serrano, interpretada pela turma 1 de Teatro.
Bilhete Geral: € 7,50
Bilhete Pais / Encarregados de Educação / Profissionais Espetáculos: € 5
Bilhete Formandos Loucomotiva | Menores de 10 anos: € 4