Na localidade de Hanau, distrito de Main-Kizing, durante o século XVII, dois viajantes descobriram uma muralha e uma torre de um castelo.
No interior da torre encontraram três retratos desfeitos pelo tempo, pertencentes a uma linhagem de nobres. No chão, cravado em letras maiúsculas, a palavra STEINHERZ, ladeada de um rosto realista esculpido na pedra. Tão realista que parecia olhar na alma de todos os visitantes. Tão realista que só podia ter sido real.
A linhagem familiar de Steinherz ecoava pelos murmúrios das árvores de Hanau, mas ninguém conseguia comprovar a sua real existência. A lenda cantava que todos os Steinherz haviam sido amaldiçoados desde o nascimento, condenados a sofrer o maior dos desgostos, a sofrer de coração partido, a sofrer de amor.
A face esculpida na muralha, do último Steinherz que, ao ver o seu amor desfeito, soube que caminhava para a petrificação, ainda hoje encerra mistérios indecifráveis. A maldição condena à pedra os corações impuros, mas quem já viajou através das melodias do amor, procura-o até ao limite das suas forças e resistência. A Floresta Encantada pode ser a última salvação para um coração que parece já não ter forças para sobreviver à tragédia do tempo. Mas enquanto houver lágrimas para verter, haverá sempre flores prontas a despontar.
Até onde estamos dispostos a ir por amor?