Na cabeça de Aksénti Ivánovitch Popríchin, está Sophie, filha do seu chefe.
Aksénti, funcionário público, que vive entre a esquizofrenia do poder e da riqueza, está completamente apaixonado. Regressa todos os dias a “casa” depois de mais uma tentativa frustrada de a convidar para jantar.
Do seu “quarto”, onde passa horas a reler cartas e a escrever poemas, traça planos para o seu futuro enquanto critica o trabalho insignificante que acredita ter: afiador de lápis do Director do departamento. O mundo de fantasia que criou permite-lhe até interceptar conversas e correspondências entre duas cadelas, Medji e Fidéle, de forma a obter mais informações sobre a sua amada.
Nesta abordagem ao texto de Nicolai Gogol, colocamos Aksénti Ivánovitch dentro do seu quarto, num hospício, onde este terá sido internado há já muito tempo, mas que para fugir à cinzenta realidade da sua vida e à paixão platónica por Sophie, vai revivendo estes episódios todos os dias, de forma repetitiva.
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PRIMEIRA PEDRA – TEATRO