Gravitando em torno de Coimbra, navegando pelos mares da criatividade musical, mas não descurando um importante legado, cartas de navegação (auditiva, entenda-se), surge esta barca, cuja tripulação rema ao sabor da imaginação, mas sem perder o rumo que esse legado norteia. Este grupo surge da necessidade pessoal de cada um dos seus elementos de expandir os seus limites criativos e artísticos, tendo como base de trabalho e importante influência todo o universo auditivo que é a música tradicional portuguesa. De Coimbra, navegamos ao sabor da música que ouvimos e que herdámos…

Diferimos, à partida, do conceito habitual de grupo de musica tradicional portuguesa, pois a nossa preocupação em introduzir novidades àquelas melodias que surgiam espontaneamente entre as gentes do nosso povo, oferece às nossas músicas um caracter de novidade, de fusão, mais ou menos ortodoxa, e como tal podemos considerá-las como composições de autor, em oposição a outros grupos, que pretendem ser o mais fieis possível às sonoridades que povoavam o imaginário do nosso povo, há alguns séculos atrás. Não somos inovadores no nosso propósito, sabemos (Brigada Vitor Jara, Gaiteiros de Lisboa, At-tambur, Maio Moço, Ronda dos Quatro Caminhos, e todos os outros, não é?…), mas a reciclagem que fazemos tem o nosso cunho muito pessoal. Cada vez que soltamos as amarras, fazêmo-lo com muito carinho…