Produção

Mês de dezembro e a produção principal do Loucomotiva conhece a luz do dia.  “A Infinitude do Universo”, de Jorge Geraldo. Artur é um jovem especial. Não, esperem. Artur é um jovem, isso, um jovem normal. Não, também não é isto. Artur é um jovem mediano, aliás, medíocre, sem nada de destaque ou de relevante, até ao dia em que se voluntaria de forma obrigatória para uma experiência onde só tem de dormir durante um ano. Ora em vez de um ano, Artur dorme durante mil anos e acorda numa sociedade futurista e ultra-desenvolvida em que… não, também não é isto. Mil anos depois, graças à quase ausência de seleção natural, o ser humano acomodou-se, simplificou-se e estupidificou. Artur acorda para uma realidade para a qual não estava preparado. Artur acorda como o homem mais inteligente do mundo. Sim, leram bem. Uma sociedade e um futuro que vai ao encontro do que dizia Einstein: “só duas coisas são infinitas, a estupidez humana e o universo, e não estou certo em relação ao Universo.”